Amizade de Marcos Rocha, Chrisóstomo e Marcos Rogério com Bolsonaro em nada ajuda a transposição

PORTO VELHO – Se não for mais uma daquelas bravatas de todo governante que age com rompante quando é cobrado sobre um assunto da maior relevância, a transposição de servidores públicos da fase Rondônia transformada em Estado pode começar a avançar, já que nesta administração federal o processo emperrou. O presidente Jair Bolsonaro disse que não conhecia bem sobre o assunto e conclamou alguma membro da bancada de Rondônia a levar o assunto até ele.  A audiência com a bancada de Rondônia foi marcada e agora o assunto será jogado no colo do presidente, que não poderá mais usar o argumento de que não conhece o assunto,.

Está marcada para a próxima quinta-feira, dia 1º de julho, audiência da bancada de Rondônia no Congresso – os oito deputados federais e os três senadores com o presidente Bolsonaro.

É a primeira vez em dois anos e meio de governo que o presidente Bolsonaro terá contato e passará a tratar do assunto. Até então, apesar da amizade que o governador Marcos Rocha e o deputado federal coronel Chrisóstomo, além do senador Marcos Rogério, propalam ter com o presidente, o assunto nunca foi levado diretamente a ele.

Mas, agora, quando ser aproximo os preparativos para as eleições gerais do ano que vem, todos os digníssimos membros da bancada federal vão começar a produzir notícias e fazer postagens nas redes sociais garantindo que os servidores serão transpostos logo.

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O assunto estava meio que paralisado e nenhuma dos digníssimos parlamentares federais haviam insistido com o presidente, demonstrando a importância do assunto para Rondônia sobre dois aspectos: o de Justiça, já que a Lei Complementar nº 41, que criou o estado, prevê que nos dez anos subsequentes à aprovação da Lei transformando o território federal de Rondônia em Estado as despesas decorrentes seriam de responsabilidade do Governo Federal.

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Logo, numa leitura simples e sem interpretações hermenêuticas, depreende-se que Rondônia seria bancada em todas suas despesas – inclusive contratações de servidores – seriam bancadas pela União Federal.

O assunto, no entanto, vem se arrastando desde 2009, quando a então presidente Dilma Rousself esteve em Rondônia e, de olho na eleição, garantiu a transposição tranquila destes servidores.

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Ao contrário de outros territórios transformados em Estados, como Amapá e Roraima, que conseguiram a transposição de seus servidores, o assunto em Rondônia se arrasta há 11 anos.

Foi a partir de um questionamento do jornalista e apresentador Everton Leoni, durante entrevista com o presidente da república, Jair Bolsonaro, que o assunto voltou a ganhar a atenção dos digníssimos membros da bancada federal de Rondônia.

Mérito a quem o merece

Foi graças a essa entrevista exclusiva que o presidente Jair Bolsonaro concedeu à SICTV/Record de Rondônia, que a questão da transposição voltou à pauta e com chances reais de, a partir de agora, ir em frente. O assunto está praticamente parado no atual governo federal.

Na semana passada, questionado pelo apresentador e jornalista Everton Leoni, Bolsonaro disse que tinha poucas informações sobre o assunto, mas conclamou algum parlamentar da bancada federal do nosso Estado, a ir discutir o assunto com ele. Imediatamente, a partir de um pedido da deputada Jaqueline Cassol e com o aval do coordenador da bancada, Lúcio Mosquini, foi encaminhado pedido de audiência, com a maior urgência, com o Presidente da República. Pedido, aliás, assinado por todos os oito deputados federais e os três senadores.

Na noite deste sábado, a confirmação: a audiência foi agendada para próxima quinta-feira, dia 1º de julho, às 9h30 da manhã. Dela, os parlamentares imaginam sair com compromisso firmado pelo presidente Bolsonaro de que o assunto vai andar, depois de longa paralisação.

Com informações do Opinião de Primeira

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